FranceReservado a membros 23/06/20262Adicionar aos favoritos

Em 17 de junho, o Conselho Constitucional rejeitou a proposta de referendo sobre o fim da vida. Todas as vias de recurso preventivo estão agora encerradas. A Assembleia entra na semana decisiva com 1.800 emendas a debater antes da votação de 30 de junho.
Em 17 de junho de 2026, o Conselho Constitucional rejeitou a proposta de referendo de iniciativa compartilhada (RIP) apresentada por cerca de 200 parlamentares de direita e extrema direita. Os Sábios consideraram que as questões éticas relativas ao fim da vida não se enquadram no campo constitucional do RIP.
O senador Francis Szpiner, autor do RIP, esperava "um verdadeiro debate democrático" sobre o tema, "oferecendo aos franceses a possibilidade de se pronunciarem diretamente." Esta via está agora fechada.
Em 22 de junho, a Assembleia Nacional iniciou em sessão pública a terceira leitura do texto sobre a ajuda a morrer. Cerca de 1.800 emendas ainda precisam ser debatidas em cinco dias. A votação está prevista para 30 de junho.
A decisão do Conselho Constitucional não é uma validação do conteúdo da lei. Ela apenas esclarece que o assunto não é "constitucional" no sentido do RIP. Isso não resolve nada sobre o essencial. Isso fecha uma porta.
A última porta. O referendo era o último procedimento capaz de bloquear o texto antes da votação final. Com sua rejeição, nenhum recurso preventivo está mais disponível. O Parlamento votará. A lei passará ou não passará apenas por votação parlamentar.
1.800 emendas em cinco dias: este é o número a ser lembrado. Partidários e opositores ainda se confrontam sobre os pontos-chave: o critério do "prognóstico vital em risco", o papel do médico, a cláusula de consciência. Cada emenda é uma última tentativa de conter ou ampliar o texto.
A Evangelium Vitae de João Paulo II (1995) é clara: "Matar voluntariamente um ser humano inocente é sempre e em todo caso moralmente mau" (n. 57). A lei proposta organiza precisamente isso, qualquer que seja a terminologia adotada.
O Catecismo da Igreja Católica não deixa dúvidas: "O ato ou a omissão que, de si ou na intenção, dá a morte para suprimir a dor constitui um homicídio gravemente contrário à dignidade da pessoa humana" (CEC 2277).
Leão XIV, em Pavia em 20 de junho, declarou: "Nunca a medicina poderá se tornar serva da morte programada." Isso não é uma opinião. É uma lembrança do próprio sentido da vocação médica.
Faltam 8 dias para a votação. A grande novena de oração nacional, lançada nas paróquias e comunidades religiosas, cobre exatamente a semana da votação.
O que fazer? Rezar. Alertar. E nomear claramente o que está acontecendo. Uma lei que autoriza médicos a provocar ativamente a morte de pacientes não é "ajuda a morrer". É eutanásia. A clareza das palavras é um ato de verdade.
O **referendo de iniciativa compartilhada (RIP)** é um procedimento previsto pelo artigo 11 da Constituição francesa. Ele permite a um quinto dos parlamentares (185 deputados ou senadores), apoiados por um décimo dos eleitores inscritos (cerca de 4,7 milhões de pessoas), propor um referendo sobre um projeto de lei. No entanto, o Conselho Constitucional verifica se o tema proposto se enquadra no campo de aplicação do artigo 11.
1. **Critério do 'prognóstico vital em risco'**: Os opositores querem restringir a aplicação da lei aos casos em que a morte é iminente. Os partidários desejam alargar para doenças incuráveis e sofrimentos insuportáveis.
2. **Papel do médico**: Deve ser um ato médico ou pode ser delegado a outros profissionais de saúde?
3. **Cláusula de consciência**: Os médicos devem ter o direito de se recusar a praticar a eutanásia?
- **17 de junho**: Rejeição do RIP pelo Conselho Constitucional.
- **22 de junho**: Início da terceira leitura na Assembleia Nacional.
- **30 de junho**: Votação final prevista.
- **Julho (data a definir)**: Se aprovada, a lei poderá ser promulgada após possível recurso ao Conselho Constitucional.
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On nous dit que c'est pour notre bien, mais pourquoi on n'a même pas le droit de voter ? Ça fait bizarre quand même.
On nous parle de démocratie, mais au final c’est toujours les mêmes qui décident sans nous consulter. Un référendum, c’était l’occasion d’entendre vraiment les Français.
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